Prefeitura proíbe compra de copos plásticos nas repartições municipais

08/08/2019

 

Reforçando o compromisso do Governo de Presidente Prudente com a sustentabilidade, o prefeito Nelson Bugalho publicou nesta semana o decreto 30.073/2019, que proíbe a compra de copos plásticos em todas as repartições da Prefeitura.

A ideia é fazer com que a municipalidade dê o exemplo e a sua parcela de contribuição para reduzir o consumo de copos plásticos, que levam até 100 anos para se decompor na natureza. Estudo divulgado no Fórum Econômico Mundial de Davos estima que, caso não haja redução drástica no uso desse tipo de produto, em 2050 haverá mais plásticos do que peixes nos oceanos.

Nos departamentos em que houver atendimento ao público, a orientação é que sejam fornecidos copos com material biodegradável, que levam menos tempo para se desintegrar e causam bem menos danos à natureza.

“Queremos que essa mensagem se espalhe para toda a sociedade, para as empresas, para o comércio. É preciso que cada um se conscientize da importância de evitar o máximo possível o uso deste produto tão nocivo ao meio ambiente”, declarou.

O decreto ainda esclarece que a transição será gradual, esgotando os estoques de copos plásticos que já foram adquiridos pelas repartições municipais e, dessa forma, não havendo desperdício de dinheiro público.

Todos os funcionários da administração já estão sendo orientados a abandonar de vez o uso do copo plástico e a levar de casa os próprios copos, xícaras e garrafas reutilizáveis. Na Secretaria de Meio Ambiente, por exemplo, os servidores já se adaptaram à norma. “Já faz alguns meses que cada funcionário tem sua própria caneca, o que praticamente zerou o uso de copos plásticos por parte da equipe”, disse o titular da pasta, Wilson Portella Rodrigues.

Outro exemplo a ser seguido é o da Escola Municipal Professora Francisca de Almeida Góes Brandão. Lá, desde o início do ano os professores foram orientados a também trazer de casa suas xícaras de água e café, como conta o diretor Sérgio Eduardo Gomes da Silva. “A adaptação foi rápida e os professores aprovaram a iniciativa. Antes, os sacos de lixo ficavam abarrotados de copinhos plásticos, agora fica praticamente vazio”, disse.