Campanha quer mobilizar Prudente contra o Aedes aegypti

28/08/2019

 

 

Já são 5.629 casos confirmados de dengue apenas em 2019, número que deve aumentar até o fim de ano, devido à quantidade alarmante de notificações recebidas. O cenário é extremamente preocupante e levou o Governo de Presidente Prudente e a Unimed a encabeçarem uma mobilização inédita na cidade, alcançando diferentes segmentos, com o objetivo de evitar uma epidemia de proporções ainda maiores do que a vivenciada este ano.

 

Para dar o pontapé inicial na campanha, o prefeito Nelson Bugalho e o diretor-presidente da Unimed, Paulo Mazzaro, conduziram uma reunião na manhã desta quarta-feira (28/08), no gabinete do Paço Municipal “Florivaldo Leal” , com o objetivo de colher sugestões de representantes do poder público e da sociedade para agregar à mobilização. Participaram do encontro gestores de veículos de comunicação e da Oeste Saúde, secretários municipais e servidores de várias pastas da prefeitura, como a de Saúde, Meio Ambiente, Assistência Social, Obras, Planejamento e também da Companhia Prudentina de Desenvolvimento (Prudenco).

 

Até o momento, foram registradas 10.994 notificações de casos suspeitos da doença (aqui incluídos os confirmados, os descartados e os inconclusivos), além de duas mortes. De acordo com o titular da Secretaria de Saúde, Valmir Pinto, a situação tende a piorar caso não haja uma mobilização profunda, haja vista que "a doença em circulação na cidade é do tipo 2". ou seja, mesmo quem contraiu a doença no passado não está imune.

 

O prefeito Nelson Bugalho enfatizou a importância da união de forças e o apoio de toda a comunidade, já que se trata de uma batalha que o poder público, sozinho, não é capaz de vencer. “A Secretaria Municipal de Saúde já tem um plano estruturado neste sentido, mas toda ação de combate à dengue depende do engajamento da população para que surta o efeito desejado”, complementou.

 

Mazzaro destacou que a dengue é uma doença que muitas vezes não é tratada com a devida seriedade, porém, é importante ter em mente que ela pode levar à morte, além de causar uma série de outros transtornos. “Surtos de dengue como a que vivemos este ano causam a superlotação dos hospitais, dificultando o atendimento de pacientes graves por falta de leitos e ainda gera custos astronômicos para os sistemas de saúde. Sem contar o aumento do absenteísmo nas empresas, falta às aulas nas escolas e outros problemas”, disse.

 

A próxima reunião do grupo está marcada para o dia 6 de setembro, às 8h, também no gabinete do prefeito. Além do público que compareceu ao encontro de hoje, serão convidados os representantes da Associação Comercial, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Mitra Diocesana, Conselho de Pastores, Federação das Entidades Assistenciais (FEAPP), clubes de serviço, entre outras instituições.